Mais uma mentira de Guilherme Campos

Notícia publicada dia 31/03/2018

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A cobrança, via AGU, do saque que o governo fez ao caixa da ECT é jogo de cena e enganação

Por que Guilherme Campos resolveu cobrar a dívida do governo com a ECT no último dia do seu mandato como indicado de Temer para a direção da empresa? E por que cobrou através de processo da Advocacia Geral da União, e não ao próprio governo do qual faz parte?

Esse repasse gerou graves problemas à ECT e está na raiz dos problemas financeiros alegados atualmente. Isso foi verificado inclusive pela Auditoria da Controladoria Geral da União nas contas dos Correios.

No relatório da CGU (veja aqui) fica evidente que o governo saqueou o caixa da ECT, com transferências de vários bilhões para a “União”, ou seja, para o governo federal, muito acima do que a empresa poderia suportar e do que a legislação determina.

Essa transferência exagerada de recursos para a “União” zerou o caixa e acabou com a capacidade de investimento da empresa. Isso trouxe dificuldades, uma vez que os juros e dividendos captados no mercado de capitais eram vitais para fluxo de caixa e complementação financeira.

Aponta a CGU que “no período de 2011 a 2016, o volume de recursos em aplicações financeiras reduziu 66,01%, passando de R$ 5.993.293.000,00 para R$ 2.036.960.000,00 (hoje não tem mais nada). Esta redução impactou diretamente no resultado financeiro e, consequentemente, no resultado de cada período.”

É evidente que essa devolução é fundamental para capitalizar a ECT, possibilitar investimentos, aliviar o caixa e acabar com a história de déficit. Isso foi apontado inclusive pela CGU em seu relatório.

Mas Guilherme Campos se fez de surdo em todo seu mandato. Não moveu um dedo nesse sentido. Ficou insistindo na existência de um não comprovado déficit. E como solução só falava na retirada de direitos da categoria, principalmente o convênio médico, que apontava como o grande vilão do déficit.

Foi só ele conseguir a ajuda do TST para impor mensalidade e compartilhamento no convênio, que resolveu pedir o dinheiro de volta, via processo na AGU.

Ele não fez isso antes para não minar seu argumento falacioso de que o vilão dos gastos da ECT é o convênio dos trabalhadores. E só fez agora que está saindo para dar uma satisfação à CGU, de que fez algo real, e não apenas manobras políticas e ações de marketing para roubar os direitos da categoria.

É assim que age um político empresário comprometido com os interesses do capital, a serviço dos grupos empresariais que querem abocanhar o mercado postal via terceirização e privatização, para se beneficiar com os altos lucros que os Correios sempre deram e continuarão a dar, num mercado que cresce a cada dia com o aumento do e-commerce e das entregas de encomendas e necessidades de logística que ele gera.

Guilherme Campos aplicou o projeto dos empresários na ECT

Um projeto de privatização, de interesse de grupos empresariais que financiaram a ascensão do atual governo ao poder.
Esses empresários querem para eles o altamente lucrativo mercado postal brasileiro. Mercado que faz os Correios serem uma empresa com enorme potencial, principalmente porque o comércio pela internet e a entrega de encomendas não param de crescer.

Por isso o governo Temer colocou um representante seu na direção da ECT, qualificado para destruir a imagem da empresa, enxugar os custos com mão de obra, terceirizar tudo que der e privatizar o que sobrar.

E Guilherme Campos trabalhou muito bem para seus financiadores, algozes do interesse e do patrimônio público, defensores de interesses privados de empresas bilionárias que querem enriquecer ainda mais.

Por isso atacou direitos, extinguiu cargos e fechou setores, não investiu em segurança, contratou e generalizou o DDA e a restrição de entregas, expandindo as áreas consideradas de risco.

Só com um projeto de interesse social os Correios podem continuar atendendo em todas as residências do país, garantindo o direito e a universalidade da comunicação postal e cumprindo seu papel estratégico para a integração e a segurança nacional, tudo isso gerando enormes lucros para o Brasil e sua população. E só os trabalhadores, seus Sindicatos e Federações e forças políticas que os representam de fato podem construir, defender e por esse projeto em prática.
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