Ótimo acabar com a taxa das blusinhas, mas é preciso cobrir o prejuízo e cuidar dos Correios
Notícia publicada dia 19/05/2026 16:11
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Os trabalhadores dos Correios e a população brasileira vivem um dilema: dependendo do quanto o Sindicato mobilizar a categoria, do presidente e dos parlamentares que forem eleitos este ano, os Correios podem ganhar um projeto de recuperação e crescimento ou serem destruídos de vez!

A chamada taxa das blusinhas foi implantada em 2023 sobre as encomendas internacionais de até 50 dólares (cerca de 250 reais). Atingiu compras de baixo valor que vêm principalmente da China e envolve diferentes perfis de consumidores.
Encareceu produtos para o consumidor, principalmente para pessoas de baixa renda, e não atingiu objetivos como gerar empregos, aumentar salários ou fortalecer a indústria brasileira.
Mas atingiu duramente os Correios, usados por empresas como Shein e Alibaba para a entrega dessas encomendas.
O prejuízo foi grande. Desde a implantação, a arrecadação com encomendas internacionais da ECT sofreu uma queda aproximada de R$ 2,2 bilhões.
E AGORA? O GOVERNO LULA ACABOU COM A TAXA. ISSO MELHORA A SITUAÇÃO PARA OS CONSUMIDORES QUE IMPORTAM E PARA AS EMPRESAS QUE COMERCIALIZAM. MAS COMO FICAM OS CORREIOS?
O presidente Lula tomou a grandiosa medida de afastar os Correios da privatização. Mas era preciso recuperar a empresa, que foi sucateada pelos governos anteriores com o objetivo de privatizar.
No entanto, nem com toda a luta e pressão dos trabalhadores dos Correios e seu Sindicato, o governo federal não conseguiu avançar na recuperação. Com isso, a crise estrutural e financeira que atinge a empresa.
Tudo indica que a resistência da bancada privatista que domina o Congresso Nacional, aliada aos interesses das multinacionais que tem lucros enormes no mercado de entregas, não deixou. Com isso, a situação que já era difícil piorou com a taxa das blusinhas, que derrubou ainda mais a arrecadação da empresa.
A questão atual é: além de acabar com a taxa, o que mais precisa ser feito?
Como o SINTECT-SP vem cobrando e explicando há tempos, é preciso que o governo tenha coragem e vontade política de enfrentar os opositores privatistas e o mercado de entregas e logística e cuide a sua estatal, implantando um projeto concreto de recuperação, crescimento e fortalecimento.
O governo é dono dos Correios. Ele tem que colocar dinheiro na empresa, não a obrigar a fazer empréstimos bancários e se endividar. E tem que fazer porque essa empresa é essencial para o país e sua população!
Todos sabem que nesse ano eleitoral é difícil fazer isso. Mas num novo mandato é obrigação! Por isso, ter uma diretoria competente e de luta à frente do Sindicato e impedir que os privatistas que sucatearam a empresa voltem ao poder é uma necessidade. Sem a continuidade do atual governo, a esperança de melhoria e até de sobrevivência dos Correios é quase nula.

