Mesmo sob chuva forte, mulheres ocupam a Avenida Paulista no 8 de Março contra o feminicídio e a escala 6×1
Notícia publicada dia 09/03/2026 09:52
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Dirigentes do SINTECT-SP participaram da mobilização do Dia Internacional da Mulher em São Paulo e reforçaram a luta das mulheres trabalhadoras por respeito, direitos e políticas públicas
Mesmo com chuva forte na capital paulista, centenas de mulheres e homens ocuparam a Avenida Paulista neste domingo (8) para marcar o Dia Internacional da Mulher com um ato de mobilização e resistência. A manifestação reuniu movimentos sociais, sindicatos e organizações da sociedade civil que foram às ruas denunciar o aumento da violência contra as mulheres, exigir o combate ao feminicídio e defender melhores condições de vida e trabalho.
Durante toda a atividade, a chuva intensa não desmobilizou as participantes. Muitas permaneceram na avenida com capas de chuva e guarda-chuvas, acompanhando as falas das lideranças e as manifestações organizadas por entidades do movimento social e sindical. Um carro de som conduziu o ato, que reuniu representantes de diversas organizações comprometidas com a defesa dos direitos das mulheres.
O SINTECT-SP participou da mobilização com a presença da secretária das Mulheres, Michele Souza, da diretora Silvana Azeredo e do secretário de Imprensa, Douglas Melo, representando as trabalhadoras e trabalhadores ecetistas na luta por igualdade e respeito.
A mobilização deste 8 de Março ocorreu em um momento de grande preocupação com o aumento da violência de gênero no país. Nos últimos anos, os índices de feminicídio têm crescido, reforçando a necessidade de ampliar as políticas públicas de proteção às mulheres e fortalecer a mobilização social contra todas as formas de violência.
Para a secretária das Mulheres do SINTECT-SP, Michele Souza, o 8 de Março é um momento fundamental para transformar indignação em mobilização coletiva.
“Mesmo com a chuva, as mulheres permaneceram nas ruas porque essa luta é pela vida. O 8 de Março não é apenas uma data simbólica, é um chamado para denunciar a violência, cobrar políticas públicas e fortalecer a união das mulheres na defesa de direitos e respeito”, afirmou.
A diretora do sindicato Silvana Azeredo destacou que a presença das mulheres nas ruas reafirma a disposição de continuar lutando contra a desigualdade.
“As mulheres seguem firmes na luta por dignidade, igualdade e valorização. Cada mobilização como essa mostra que não vamos aceitar a violência nem a desigualdade como algo normal. Seguiremos organizadas e em movimento”, disse.
O secretário de Imprensa do SINTECT-SP, Douglas Melo, ressaltou que a luta contra a violência exige o envolvimento de toda a sociedade.
“É fundamental que os homens também se somem a essa luta, apoiando as mulheres no combate ao feminicídio, na defesa de políticas públicas e por condições de trabalho mais justas, como o fim da escala 6×1”, destacou.
Outro tema presente na mobilização foi a crítica à escala de trabalho 6×1, considerada por movimentos sociais e entidades sindicais uma jornada desgastante que impacta diretamente a qualidade de vida da classe trabalhadora, especialmente das mulheres, que muitas vezes acumulam a jornada profissional com responsabilidades domésticas e familiares.
O ato também contou com a presença e o apoio de Karoline Bandeira, vice-presidenta do Conselho Municipal de Políticas para as Mulheres de São Paulo e ex-trabalhadora dos Correios. Durante a mobilização, ela manifestou solidariedade às ecetistas e ressaltou a importância da organização das mulheres trabalhadoras na defesa de direitos e na construção de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero.
A manifestação na Avenida Paulista integrou uma jornada nacional de mobilizações realizadas em diversas cidades brasileiras neste 8 de Março, reafirmando a importância da luta coletiva contra a violência de gênero, pela igualdade e por maior participação das mulheres nos espaços de decisão política e social.
Ao final do ato, as dirigentes do SINTECT-SP reafirmaram o compromisso do sindicato em seguir fortalecendo ações em defesa das mulheres trabalhadoras, combatendo a violência, defendendo direitos e ampliando a participação das ecetistas nas lutas sociais e sindicais.





















