Trabalhadores do CDD Arujá mantêm mobilização e cobram resposta dos Correios sobre acordo firmado
Notícia publicada dia 11/06/2026 19:06
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Prazo de 30 dias para revisão das atividades de trabalho terminou sem retorno da empresa; unidade segue em estado de greve e aguarda reunião com a SE-SPM

O SINTECT-SP esteve no CDD Arujá na última terça-feira (10), em visita realizada pelo diretor sindical Alexandre, para dialogar com os trabalhadores e acompanhar as demandas que vêm sendo apresentadas pela unidade. Durante a atividade, a principal cobrança foi em relação ao compromisso assumido pelos Correios em reunião anterior, quando a empresa solicitou um prazo de 30 dias para revisar as atividades laborais internas e externas desempenhadas pelos empregados.
O período acordado já foi encerrado, mas até o momento a empresa não apresentou qualquer resposta aos trabalhadores nem ao Sindicato sobre os encaminhamentos que seriam adotados. Diante da falta de retorno, a categoria decidiu manter a mobilização e continuar cobrando o cumprimento do que foi estabelecido na reunião.
Outro tema que gerou preocupação entre os trabalhadores foi a continuidade da chamada “Entrega Unificada”, atualmente tratada pela empresa como remodelagem operacional. Segundo os relatos apresentados durante a visita sindical, o modelo vem ampliando a sobrecarga de trabalho e causando impactos significativos na saúde física e mental dos empregados.
Para o diretor do SINTECT-SP, Alexandre, a situação exige uma resposta imediata da empresa. “Os trabalhadores tiveram a paciência de aguardar os 30 dias solicitados pelos representantes dos Correios. O prazo venceu e, até agora, não houve qualquer devolutiva. É fundamental que a empresa cumpra o que foi acordado e apresente uma resposta clara sobre as reivindicações da unidade. Os trabalhadores merecem respeito e transparência”, afirmou.
O dirigente também destacou que o Sindicato tem acompanhado com atenção os efeitos da remodelagem nas unidades e alertou para a necessidade de observância das normas de saúde e segurança do trabalho. “Temos recebido diversas reclamações sobre o aumento da pressão e da carga de trabalho. A empresa precisa avaliar os impactos dessas mudanças e garantir condições adequadas para que os trabalhadores exerçam suas atividades sem prejuízos à saúde”, acrescentou Alexandre.
Diante do silêncio da empresa, o SINTECT-SP protocolou um ofício solicitando uma nova reunião com os representantes dos Correios na própria unidade. O objetivo é que a empresa apresente oficialmente os resultados da análise prometida e discuta as demandas diretamente com os trabalhadores e seus representantes sindicais.
Enquanto aguardam uma resposta concreta, os trabalhadores do CDD Arujá permanecem em estado de greve e seguem mobilizados em defesa de melhores condições de trabalho e do cumprimento dos compromissos assumidos pela empresa.
O SINTECT-SP continuará acompanhando o caso e cobrando dos Correios medidas efetivas para solucionar os problemas apontados pelos trabalhadores da unidade.

