Correios repetem prática de 2019 e recorrem ao STF contra direitos da categoria mantidos no julgamento do TST
Notícia publicada dia 26/01/2026 12:04
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Assim como ocorreu em 2019, durante o governo Bolsonaro, a direção dos Correios volta a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar derrubar uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho que manteve a maioria dos direitos dos trabalhadores.

O SINTECT-SP manifesta indignação com a decisão da direção dos Correios de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a sentença do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que garantiu a manutenção da maioria dos direitos da categoria no Dissídio Coletivo 2025/2026.
A decisão do TST só ocorreu porque a própria empresa se recusou a firmar um acordo com os sindicatos durante as negociações. Diante do impasse, a Justiça do Trabalho atuou para preservar direitos já conquistados pelos trabalhadores. Mesmo assim, os Correios optaram por levar o caso ao STF, tentando suspender essa decisão e reacendendo o conflito com a categoria.
No recurso apresentado ao Supremo, a empresa questiona pontos importantes da sentença, como o vale extra, a gratificação de férias, o pagamento de 200% para quem trabalha em feriados e dias de descanso e, principalmente, o plano de saúde dos empregados.
Sobre o plano de saúde, os Correios alegam que não deveriam continuar como responsáveis pelo benefício e afirmam que o modelo atual gera custos elevados. Para o SINTECT-SP, esse discurso deixa claro o verdadeiro objetivo da direção: reduzir despesas retirando direitos, sem considerar o impacto na vida dos trabalhadores, aposentados e seus dependentes.
O sindicato ressalta que o TST não criou novos benefícios, apenas manteve direitos já existentes, justamente para evitar perdas à categoria. Recorrer ao STF é uma tentativa de anular, pela via judicial, aquilo que a empresa não conseguiu impor na mesa de negociação.
O presidente do SINTECT-SP, Elias Diviza, critica a postura da empresa. “É lamentável que os Correios repitam a prática de 2019, quando também recorreram ao STF para atacar direitos. Em vez de respeitar a decisão do TST e dialogar com os trabalhadores, a direção escolhe novamente o caminho do confronto”, afirma.
O SINTECT-SP informa que seu departamento jurídico acompanha de perto todo o processo e atuará firmemente na defesa dos direitos da categoria. O sindicato também manterá os trabalhadores informados e esclarecidos sobre cada passo dessa disputa.
Nenhuma conquista veio sem luta, e é com união e organização que os trabalhadores seguirão protegendo seus direitos.

