CAMPANHA SALARIAL: Com São Paulo na linha de frente, greve da categoria conquista reajuste e mantem data-base e direitos

Notícia publicada dia 05/01/2026 07:00

Tamanho da fonte:

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios de São Paulo foram, mais uma vez, essenciais para que a categoria ecetista em todo o país não tivesse prejuízo financeiro e nos direitos, conquistasse a reposição salarial e mantivesse o ACT!

São Paulo foi à luta. A base com o maior número de trabalhadores do país teve o maior índice de paralisação nessa greve. Paralisou as operações dos Correios, colocou a luta da categoria na mídia e colocou pressão sobre a direção da empresa e o governo.

A postura dos dirigentes da empresa foi revoltante. Nem com a forte luta da categoria eles deixaram de ser intransigentes. Em todo o processo de negociação não avançaram para uma proposta decente. Insistiram até o final em não conceder reajuste retroativo a agosto e em retirar direitos. É importante dizer que o governo nada fez para mudar essa posição.

Mas a luta da categoria sensibilizou os ministros do TST. Nas audiências de conciliação eles apresentaram 2 propostas, que a empresa recusou. No julgamento garantiram a reposição da inflação aos salários desde a data-base (1º de agosto) e mantiveram o essencial do acordo coletivo de trabalho. Foi uma vitória frente à intransigência da direção da empresa.

Mobilização e democracia

Somaram para esse resultado a forte mobilização da categoria em São Paulo e a postura democrática da diretoria do SINTECT-SP.

Desde a primeira assembleia, os dirigentes do sindicato explicaram detalhadamente a situação, as perdas e os riscos envolvidos, e colocaram a decisão para a categoria unida na assembleia e na base. E também defenderam e buscaram a unidade de todo o movimento sindical dos Correios no país, cientes de que dividir só favorece o outro lado.

Uma diretoria que cumpre seu papel de direção e coloca toda a força decisória nas mãos da categoria é essencial para que as lutas sejam fortes e vitoriosas. Um Sindicato de luta, como o SINTECT-SP, tem de ser necessariamente democrático e não tem espaço para dirigentes autoritários, que impõem suas vontades e políticas e manipulam a categoria, como acontece em outros Sindicatos da categoria no país.

Seguimos na luta em 2026

A Diretoria do Sindicato vai lutar, junto com toda a categoria, pela reestruturação da empresa, por investimento governamental, modernização tecnológica e novas frentes de atuação.
Vamos lutar por uma empresa de Correios que desenvolva toda sua potencialidade.

Que cresça, ocupe e seja a ponta mais forte do mercado postal e de logística.

Que concorra com as grandes empresas privadas oferecendo segurança, rapidez e preço justo à população, inclusive para os produtores individuais e pequenos que precisam de um serviço de entrega estatal acessível e confiável para seus produtos.

Que use e reforce sua enorme rede logística para garantir o direito à comunicação postal e a entrega de encomendas a todos os brasileiros, de todas as cidades e bairros do país.

Mas tudo isso não pode acontecer com demissão de trabalhadores, fechamento de agências e CDDs, corte de custos e de serviços. Se isso ocorrer, como quer a direção da empresa, os Correios se tornarão mero assessor das grandes empresas privadas para fazer entregas onde elas não querem ir, porque é longe e não dá lucro.

Insistimos que precisamos de investimentos, contratação de funcionários e valorização da mão de obra. Queremos um Correio forte e competitivo!

É essa nossa luta! Contamos com o apoio e a participação de todos os trabalhadores e trabalhadoras.

2026 será um ano de lutas e estaremos todos juntos, unidos e fortes na defesa dos nossos direitos e dessa empresa essencial para o Brasil!

Compartilhe agora com seus amigos