Neoliberais, direita e extrema direita querem o fim dos serviços públicos e estatais com reforma administrativa
Notícia publicada dia 28/08/2025 16:59
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A reforma administrativa, que ganhou os holofotes nos governos Temer e Bolsonaro, volta à Câmara por iniciativa do seu presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e toda a oposição ao governo atual (centrão e o resto da direita e da extrema direita).

Em resumo, eles querem que todos os serviços públicos e estatais sejam privatizados para dar mais fontes de lucro para empresários. O resultado é piora e precariedade dos serviços e do atendimento e aumento de custos para a população.
São malandros no discurso. Falam que é para combater supersalários, cortar privilégios e modernizar o estado. Essas ideias chamam a atenção, têm maior aceitação social e até ganham apoio na opinião pública, mas escondem a verdadeira intenção.
Ataques aos servidores e aos serviços públicos
Sem nenhum diálogo com os servidores públicos e seus sindicatos, o presidente da Câmara quer retomar a tramitação da reforma administrativa. No governo Bolsonaro, ela foi apresentada na Câmara pelo ex-ministro Paulo Guedes (aquele que queria meter a mão no bolso dos servidores) como PEC 32.
No lugar dessa PEC, Motta criou um grupo de trabalho coordenado pelo relator, deputado Pedro Paulo (MDB-RJ), para apresentar uma proposta reformulada para a PEC e 2 projetos de Lei com mecanismos para reduzir dos gastos do funcionalismo público, exigir mais eficiência e impor retrocessos como enfraquecer o concurso público e acabar com a estabilidade.
São medidas como a contratação de temporários em regime CLT, que fragiliza o concurso público e a estabilidade dos servidores, essencial para a democracia, e amplia a terceirização de mão de obra, que nos Correios já é uma realidade com a ausência de concurso desde 2011.
A implantação de avaliação de desempenho dos servidores é outra medida que expõe a intenção de quebrar a estabilidade e demitir concursados. Cobrar mais eficiência significa fazer os poucos que permanecerem nos serviços trabalhar dobrado, mecanismo que os ecetistas conhecem muito bem.
Essa reforma, para ser impedida, exige união e luta dos trabalhadores, seus sindicatos, centrais sindicais e partidos progressistas e que defendem os direitos da população, e não dos empresários.
O SINTECT-SP está nessa luta para defender os Correios, exigir recuperação econômica, um projeto de crescimento sustentável e fortalecimento, concurso público e fim das terceirizações. Estará lado a lado com os trabalhadores e sindicatos das demais estatais e serviços públicos e conta com a participação da categoria.