Centrais sindicais chamam frente de resistência pela defesa da democracia e à atitude antidemocrática de Bolsonaro

Notícia publicada dia 18/04/2020

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As Centrais Sindicais se posicionaram através de nota coletiva em defesa da democracia e da mais ampla frente de resistência, contra a tentativa de golpe bolsonarista e a ameaça de ditadura expostas na participação e pelas afirmações do presidente em ato o domingo, 19 de abril.

Os seis presidentes das Centrais, mesmo em isolamento social, valendo-se dos recursos tecnológicos disponíveis avaliaram a situação, a necessidade urgente de resposta e se empenharam em fazê-lo de forma coletiva e unitária.

A manifestação é correta e necessária frente à agressão desvairada do presidente da República à democracia, às instituições e à vida dos brasileiros. Ela traz denúncia forte e apelo às forças democráticas a se posicionarem contra a tentativa de golpe e de provocação e pelo isolamento dos bolsonaristas na vida democrática.

Os dirigentes convocam a unidade e a frente ampla mesmo ressaltando as agressões aos direitos dos trabalhadores, praticadas por muitos que devem compor a coalizão democrática contra os desvarios – como aqueles que defendem na Câmara a redução dos salários dos servidores públicos.

Se esta resistência não vier, até onde irá a irresponsabilidade do presidente? Onde vamos parar? Uma contundente resposta faz-se urgente e necessária”, afirmam as Centrais na nota.

Confira a íntegra da nota das centrais:

Trabalhadores defendem barrar o golpe de Bolsonaro e garantir a Democracia

As centrais sindicais abaixo assinadas repudiam a escalada golpista liderada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Sua participação em um ato em defesa da volta do famigerado AI-5, do fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, e pela da ruptura da ordem democrática, prevista na Constituição de 1988, foi mais um episódio grotesco desta escalada.

Isolado e crescentemente descontrolado que está, provocou, novamente, o seu show de horrores em relação ao necessário isolamento social e de bravatas que afrontam a democracia e colocam o país numa situação ainda mais dramática diante da pandemia que nos assola, e que já contabiliza mais de 30 mil contaminados e nos aproxima dos 3 mil mortos.

Seguindo o mau exemplo de Bolsonaro, atos semelhantes ocorreram hoje em diversas cidades brasileiras, mesmo em meio a quarentena para prevenção da disseminação do coronavírus.

Bolsonaro, mais uma vez testa os limites do seu cargo e os limites das instituições democráticas. Ele avança, com suas extravagâncias, onde não encontra resistência. Se esta resistência não vier, até onde irá a irresponsabilidade do presidente? Onde vamos parar? Uma contundente resposta faz-se urgente e necessária.

Importante frisar que, além de sua postura irresponsável, ele nada oferece aos trabalhadores. A dura realidade do Brasil de Bolsonaro é que os brasileiros, que já vem sofrendo perdas de direitos desde 2017, agora sofrem redução salarial de 30% por conta das medidas de suspensão do contrato de trabalho e redução de salário, instituídas pela MP 936.

Neste grave contexto as centrais sindicais chamam os líderes políticos e da sociedade civil, os representantes dos Poderes Legislativo e Judiciário, das instituições, bem como a todos os democratas, a cerrarem fileiras na defesa da Democracia para barrar os planos do atual Presidente de impor um regime autoritário e repressivo.

Não ao golpe de Bolsonaro!

Viva a Democracia!

São Paulo, 19 de abril de 2020

Sérgio Nobre – Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Miguel Torres – Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah- Presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

Adilson Araújo – Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

José Calixto Ramos – Presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

Antonio Neto – Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Ubiraci Dantas de Oliveira – Presidente da CGTB

José Gozze, presidente da Pública Central dos Servidores

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