Convênio médico está no Acordo Coletivo, não pode ser mudado!

Notícia publicada dia 10/02/2018

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Esse foi o principal argumento levado pelo Presidente do SINTECT-SP e representantes da FINDECT ao Ministro do TST que relata o processo aberto pela Diretoria da ECT, em audiência no dia 08/02!

Não se muda a regra no meio do jogo. Essa regra básica de convivência e respeito não diz nada pra diretoria temorosa da ECT. Tanto que, depois de assinado o Acordo Coletivo 2018, que vale até agosto, ela entrou com dissídio (processo) no TST pedindo mudanças na cláusula 28, do Convênio Médico.

Guilherme Campos foi derrotado pela categoria na Campanha Salarial e não conseguiu impor mensalidade e retirar os pais do nosso Convênio. Mas ele não sabe perder, não desistiu e abriu o processo.

O julgamento estava marcado para o dia 19 de fevereiro. A ação atenta e firme da direção da FINDECT e seu departamento Jurídico foi fundamental para ele ser desmarcado. No lugar vai ocorrer uma audiência de conciliação no dia 22 de fevereiro, e não julgamento.

A reunião do dia 08/02 com o Ministro do TST, relator do processo de dissídio, Aloysio Corrêa, foi oportuna e proveitosa. Os dirigentes da FINDECT se prepararam e apresentaram ao Ministro a visão da categoria sobre o Convênio, que é oposta à da direção da ECT.

Guilherme Campos fala que não tem dinheiro para o convênio, assim como Temer fala que não tem dinheiro para a previdência. Temer distorce a realidade e divulga números irreais para chantagear a população. Campos fala em déficit, sem especificar que ele vem da má gestão, e não faz um plano de melhoria do serviço e da arrecadação, focando apenas no roubo dos direitos dos trabalhadores como solução.

Para a categoria o Convênio Médico é uma conquista importante, compensatória pelos baixos salários pagos pela empresa, um benefício que possibilita dar um pouco de dignidade ao ecetista e suas famílias, um direito obtido com muita luta, que não pode ser destruído por um indicado político que claramente está trabalhando para enfraquecer a empresa pública, preparando sua privatização.

Nossos representantes lembraram também que o acordo Coletivo tem validade até o dia 31 de julho de 2018. Ele garante a manutenção dos direitos e benefícios historicamente conquistados pelos Trabalhadores e Trabalhadoras Ecetistas, inclusive o Convênio Médico.

O debate com o Ministro Relator, do qual também participou a Ministra do TST Kátia Abreu, deu oportunidade de colocá-los a par da real situação da categoria e da empresa, o que será fundamental nas discussões que se darão no dia 22, na audiência de conciliação.

A mobilização da dos trabalhadores e trabalhadoras é mais necessária que nunca para reforçar os argumentos e posicionamentos da FINDECT e do SINTECT-SP. O companheiro Diviza, Presidente do Sindicato, convoca toda a categoria a estar preparada para a luta.

“Nós defendemos que o ACT está valendo e tem que ser respeitado! Nossa luta é por nenhum direito ou benefício a menos, agora e na próxima Campanha Salarial. Tenho certeza que os Trabalhadores Ecetistas de São Paulo, e de todo o restante do Brasil, vão lutar, até a vitória, pela manutenção da assistência médica e de qualquer outro direito que venha a ser atacado” afirma Diviza!