Desastre e mortes em Brumadinho expuseram a irresponsabilidade das empresas privadas

Notícia publicada dia 26/01/2021

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Dois anos depois, as vítimas do descaso da Vale do Rio Doce e dos governos federal e estadual são obrigadas a protestar, porque nem a indenização foi paga por essa empresa que foi privatizada e passou a funcionar com sede de lucro, que foi o principal fator do rompimento da barragem!

O desastre ambiental no dia 25/01/2019 na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, ocorreu três anos depois de uma destruição similar em Mariana, no mesmo estado. Soterrou 272 vidas, além de destruir a cidade, poluir o rio e levar a sujeira até o mar, acabar com plantações, áreas nativas, espécies animais e com o ganha pão de famílias ribeirinhas.

Para lembrar: Após o acidente de Brumadinho, a ECT cumpriu mais uma vez seu papel social de arrecadar e entregar donativos para as vítimas. Os Sindicatos da categoria também colocaram suas estruturas a serviço da solidariedade. Solidariedade é estatal. Individualismo, lucro a todo custo e desprezo pela vida são privados!

Negligência privada e lucro

Foi um genocídio sem precedentes. Culpa da negligência de uma empresa privatizada anos antes, no governo de Fernando Henrique Cardozo (PSDB). E da sede de lucro de uma direção empresarial que, mesmo com o aumento da produção e o risco anunciado de desastre, deixou de investir em manutenção e segurança.

Não há meias palavras nem meia verdades nesse caso. A Vale passou a investir alto em marketing para recuperar sua imagem arranhada. Redes de TV e jornais pouco falam dos desastres, para não perder a grana alta do anunciante. Mas não tem como voltar atrás e, no futuro, novos acidentes podem ocorrer.

A Vale foi privatizada no governo FHC e a venda do ferro bruto extraído do solo mineiro passou a ser atividade extremamente lucrativa para empresários que, pelo lucro, sacrificam vidas humanas e a natureza sem nenhum escrúpulo. E isso vai continuar assim.

Defesa da empresa estatal de Correios

Só empresas estatais atuam pela sustentabilidade, com responsabilidade social e ambiental. As empresas privadas destroem tudo em nome do lucro de seus donos e acionistas.

Isso não pode ser esquecido, em vista da necessária defesa dos Correios e do setor postal brasileiro, ameaçados de privatização. Se ela ocorrer, os prejuízos serão incontáveis para os trabalhadores, a população e para a infraestrutura, a economia, a integração e a segurança do país.

Em alguns anos os resultados também serão contados em número de brasileiros abandonados, sem serviço postal e bancário (centenas de municípios só tem o banco postal), vitimados pelo atraso na economia e por doenças que seriam evitadas se as vacinas, que os Correios levam a todos os lugares, chegassem!

Defender os Correios é defender o emprego, o direito ao serviço postal, a segurança e a integração nacional e a vida de milhões de brasileiros!

Leia: Brumadinho pede socorro!

Leia: Famílias fazem protesto nos dois anos do desastre em Brumadinho pelas 272 vidas interrompidas.

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