Fechamento de agências amplia desmonte dos Correios rumo a privatização

Notícia publicada dia 20/10/2018

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O SINTECT-SP combate essa medida que favorece empresas de transporte e grandes empresas de e-commerce, piora a imagem dos Correios, avança o processo de privatização, prejudica os funcionários com mudança compulsória de cargo e pode gerar demissões!

Nos últimos dois anos, sob o governo Temer, o desmonte dos Correios rumo à privatização, com a progressão da entrega do setor postal a empresas privadas, foi acelerado. Guilherme Campos e Carlos Fortner, os homens de Temer na presidência da ECT, encaminharam a política de seu patrono, bancada por interesses empresariais.

O fechamento de agências é mais um lance dessa entrega do patrimônio público ao mercado, ou seja, a grupos empresariais interessados em abocanhar empresas e setores inteiros controlados pelo governo, em busca de lucros e dividendos para seu capital.
Para os empresários e para o governo que os representa, não importa o caráter social dos serviços prestados. Nem o direito da população. Nem a segurança. Nem os empregos. Nem nada. Só a ampliação dos lucros empresarias.

O fechamento de agências enfraquece ainda mais a imagem dos Correios, que os últimos presidente fizeram de tudo para destruir. Favorece as empresas de transporte, pois joga os grandes clientes, principalmente de e-commerce, no colo delas. Prejudica as pequenas empresas de comércio eletrônico, que precisam dos Correios para sobreviver. Penaliza a população com a diminuição dos pontos de coleta. Prejudica os trabalhadores com a mudança compulsória de cargo. E coloca em risco seus empregos, pois é nítido que a direção da ECT almeja usar o fechamento de setores como argumento para justificar demissões.

SINTECT-SP na luta contra o fechamento de agências

A direção da ECT divulgou lista com 41 agências a serem fechadas, segundo ela por estarem em prédios alugados e próximas a outras. O Sindicato rejeita e combate essa ideia.

Na luta, já conseguiu envolver os trabalhadores e a comunidade e evitar vários fechamentos, como no Grajaú, AC São José e a própria AC Central, que apesar do seu tamanho e importância, de seu caráter histórico e até turístico, de estar em prédio próprio tombado como patrimônio público e da grande quantidade de funcionários que abriga, esteve ameaçada.

A Diretoria do SINTECT-SP é contra o fechamento de agências, seja das que estão em prédio próprio ou alugado. Os Correios precisam ampliar seu alcance como forma de melhorar o serviço, ganhar mais clientes, ampliar seus lucros, gerar mais empregos e favorecer a população. É por isso que o Sindicato chama os trabalhadores a lutar!

Depois da eleição, a luta pode ter que ser maior

Se o candidato do livre mercado, o liberal que defende a privatização “de todas as estatais”, inclusive a extinção de algumas, vencer o segundo turno das eleições, o desmonte rumo à privatização será acelerado.

Nesse caso, a luta da categoria terá de ser ainda maior e mais dura. Todos os ecetistas precisam estar preparados para isso. A situação, que já não é boa, pode piorar ainda mais. Fechamento de mais unidades e até o leilão do que sobrar da empresa estão no horizonte.

As próximas campanha salariais tendem a ser ainda mais complicadas, com ameaças crescentes a direitos, salários e aos empregos. E inclusive com aumento inédito das retaliações internas e da repressão às lutas e greves. A batalha contra o fechamento de agências é de todos e tem no dia 28 de outubro um de seus lances essenciais!

O momento exige consciência de nossa condição de trabalhador e assalariado, união e luta em defesa de nossos direitos, empregos e de um futuro digno!

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