JUNTAS PARA CONQUISTAR AVANÇOS

Notícia publicada dia 07/03/2013

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Neste mês quero parabenizar todas as companheiras da categoria pela passagem do Dia Internacional da Mulher, no dia 8 de março. Em homenagem a essas companheiras, o SINTECT/SP realizará várias atividades e ações voltadas ao Mês da Mulher. Convidamos todas as companheiras a participar junto com o Sindicato.

Aproveito também para chamar as companheiras da categoria a participar da luta sindical. Há muito o que avançar nos Correios em relação ao tratamento dado às trabalhadoras. Como a questão da melhoria do auxílio creche, dos uniformes femininos, das acomodações e banheiros em unidades como CDDs, do acesso aos cargos de chefia, do assédio moral, entre outros. E só vamos conseguir avanços com todas participando juntas, somadas aos demais trabalhadores da categoria.

Viva a nossa luta. Viva a mulher trabalhadora!

Maria Aparecida – Diretora da Secretaria de Muheres do SINTECT/SP

Mulheres ganham hoje o salário que os homens recebiam em 1993

O crescimento da renda feminina, no entanto,é maior do que a dos homens em dez anos

A renda das mulheres cresceu nos últimos anos, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Data Popular. No entanto, o que as mulheres ganham hoje é o que os homens recebiam em 1993.

Neste ano, a massa de renda das mulheres deve atingir R$ 1,01 trilhão. Isso é mesmo que a soma das riquezas de países como a Suécia ou a Bélgica. O crescimento da renda feminina foi de 83% nos últimos dez anos, enquanto o dos homens foi de 45%.

De acordo com o Data Popular, o grande responsável por essa mudança é a presença maciça das mulheres no mercado de trabalho.

Nas últimas duas décadas, cerca de 11 milhões de mulheres passaram a integrar o mercado de trabalho. Para se ter uma ideia, isso equivale a toda a população do Rio Grande do Sul.

O aumento das carteiras assinadas para elas foi de 162%, o que possibilitou investir em estudos e melhores oportunidades para contribuir com a renda familiar, antes responsabilidade do marido.

Sonhos de consumo

Entre os sonhos de consumo das mulheres estão celular, TV, sofá e fogão. De acordo com a pesquisa, quase 30% das mulheres pretendem adquirir um telefone novo nos próximos 12 meses.

Mais da metade delas (52%) adora produtos com tecnologia de última geração e ¼ das mulheres querem comprar uma TV. Trocar o sofá ou o fogão é o desejo de 2 em cada 10 mulheres. Para 63% das mulheres, produtos caros são produtos de qualidade.

Avançar na igualdade de direitos

Conquistar a equivalência entre gêneros é luta de todos(as)

Uma grande luta do movimento sindical e das organizações femininas, hoje, se dá pela inserção de cláusulas nas Convenções Coletivas das categorias e na legislação trabalhista que garantam a igualdade de gênero e de raça. Isso significa eliminar as diferenças existentes, de salários, de oportunidades profissionais e nas hierarquias das empresas e de direitos entre homens e mulheres

A incorporação de garantias relacionadas à equidade de gênero e raça na normatização das condições de trabalho de homens e mulheres é verificada no estudo “Negociação de Cláusulas de Trabalho Relativas à Igualdade de Gênero e Raça”, produzido pelo Dieese, por solicitação da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A pesquisa referente ao trabalho da mulher e à equidade de gênero, que teve como base os acordos e convenções coletivas acompanhadas pelo Dieese e pelo Sistema de Acompanhamento de Contratações Coletivas, revela que ao longo desta última década o número de cláusulas tem aumentado: no período 2001-2006 eram 515 cláusulas sobre o tema; já em 2007-2009 foram 554. Os temas dessas garantias concentram-se principalmente nas condições de trabalho da gestante e nas garantias para a conciliação do trabalho com as responsabilidades da mulher com cuidado de filhos e familiares.

Em menor número, também aparecem garantias relacionadas à saúde da mulher e à igualdade de oportunidades e não discriminação. Nos anos mais recentes, destaca-se a negociação de cláusulas que coíbem e asseguram a apuração de casos de assédio moral e sexual. No período examinado, foram verificadas cinco cláusulas sobre assédio sexual e nove sobre assédio moral. Em geral, há conquistas significativas, que podem servir de referência para outras negociações.

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