Todos ao ato dia 22/03, 17h00, no MASP (Av. Paulista)

Notícia publicada dia 18/03/2019

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Vamos juntos barrar a reforma da Previdência de Bolsonaro, que reduz benefícios, aumenta tempo de contribuição e descontos e impõe idade mínima e privatização

A luta contra o fim da Aposentadoria e em defesa da Previdência Pública recomeçou com os atos de 20/02 e no dia 08/03. O embate exigirá do povo trabalhador unidade de ação, organização e mobilização, pois a proposta desse governo é ainda mais dura e usurpadora de direitos que a anterior.

As Centrais se uniram (CTB, CSB, CUT, Força Sindical, Nova Central, Intersindical, CSP-Conlutas, CGTB), o que é decisivo para o sucesso da luta. E marcaram um Dia Nacional de Lutas para 22 de março, com ato às 17h00, na Av. Paulista – No mesmo dia e horário ocorrerão atos em todo o país!
Este é o início da mobilização que já conta com outras ações previstas para abril e maio, em uma sequência de atos e manifestações nacionais a serem estabelecidas em acordo com a tramitação da proposta no Congresso.

Esse atos precisam ser fortes e vitoriosos desde o início! Só a mobilização unificada dos trabalhadores poderá impedir a aprovação dessa reforma e dos enormes retrocessos e perdas que impõe aos trabalhadores brasileiros!

É o fim da aposentadoria

A proposta do governo impõe idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens e acaba com as aposentadorias por tempo de contribuição.

Na prática, acaba com o direito de boa parte dos trabalhadores à aposentadoria, pois no Brasil nem mesmo nas grandes cidades a expectativa de vida da maioria alcança os 65 anos.

Além disso, a proposta do governo impõe que, para receber 100% do benefício a que tem direito, o trabalhador tem de pagar 40 anos de INSS. Outra meta inatingível, pois a maioria dos trabalhadores fica longos períodos sem contribuir entre um emprego e outro.

Não tem jeito, tem que lutar!

O governo gastará milhões para tentar convencer que a reforma é necessária, com a ajuda dos meios de comunicação (Globo, Record, Bandeirantes, etc). Não caia na mentira. A CPI da Previdência provou que o necessário é cobrar as grandes empresas sonegadoras, acabar com o desvio do dinheiro que é da Previdência para pagar os juros absurdos aos banqueiros agiotas que mandam no Governo e cortar os privilégios dos políticos, juízes e militares – Leia a cartilha elaborada por essa CPI no site do Sindicato.

Governo manobra para conseguir aprovação da PEC

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) liberou R$ 1 bilhão em emendas parlamentares para agradar os deputados que analisarão sua proposta de reforma da Previdência (notícia publicada na FOLHA de SÃO PAULO de 11/03/19).

As emendas são uma das mais clássicas moedas de troca usadas entre Executivo e Legislativo. Na campanha eleitoral, Bolsonaro disse que acabaria com esse balcão de negócios que envolve o governo, os parlamentares e as empresas que os apoiam e financiam. Cobrado por parlamentares insatisfeitos com a demora para acenar com a liberação de verbas para estados e municípios, mudou de ideia.

O SINTECT-SP chama todos a participar da mobilização contra a reforma da Previdência.

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