SINTECT-SP e CTB participam da abertura do Março Mulher com ato pela vida das mulheres e mobilização no Brás

Notícia publicada dia 02/03/2026 17:14

Tamanho da fonte:

Sindicato marcou presença no Ato Memorial pela Vida das Mulheres no domingo (1º) e na panfletagem do dia 02/03, reforçando a luta contra o feminicídio, fim da escala 6×1, contra a pejotização e em defesa da soberania

O mês de março começou com mobilização nas ruas da capital paulista e participação ativa do SINTECT-SP nas atividades que abriram oficialmente o Março Mulher 2026. No domingo (1º), dirigentes do sindicato estiveram presentes no Ato Memorial pela Vida das Mulheres, que inaugurou um mural em homenagem às vítimas de feminicídio. Já na segunda-feira (02/03), a entidade integrou a panfletagem e o ato público realizados na região do Brás.

Arte, memória e denúncia marcam o domingo

O ato realizado na zona norte de São Paulo marcou a inauguração de um mural de mais de 140 metros em homenagem a Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio. Produzida por dezenas de mulheres grafiteiras, a obra transformou o espaço público em símbolo permanente de memória, denúncia e resistência.

A atividade integrou a agenda do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e reuniu movimentos sociais, centrais sindicais e representantes do governo federal.

Durante o evento, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou o papel da sociedade no enfrentamento à violência de gênero.

“Esse mural é memória, é reparação e é um chamado à transformação. Precisamos romper o silêncio, enfrentar a cultura da violência e garantir que nenhuma mulher tenha sua vida interrompida pelo feminicídio”, afirmou a ministra.

A secretária das Mulheres do SINTECT-SP, Michele Souza, ressaltou o significado político da presença do sindicato no ato.

“Estar aqui é reafirmar que o movimento sindical não se cala diante do feminicídio. A dor dessas famílias precisa se transformar em mobilização permanente. Defender a vida das mulheres é um compromisso coletivo e também uma responsabilidade das entidades sindicais”, destacou Michele.

Mobilização no Brás amplia o diálogo com a população

Na manhã de segunda-feira (02/03), a CTB participou da mobilização organizada pelo Fórum Nacional de Mulheres Trabalhadoras das Centrais Sindicais, na Estação Brás e no Largo da Concórdia.

A atividade contou com panfletagem, diálogo com trabalhadores e uma intervenção teatral que retratou situações de violência doméstica, sensibilizando quem circulava pela região e reforçando a importância da denúncia e do fortalecimento das redes de apoio.

Além do enfrentamento ao feminicídio, o material distribuído destacou pautas estruturais fundamentais para as mulheres trabalhadoras: igualdade salarial, fim da escala 6×1, redução da jornada sem redução de salários, combate à pejotização e implementação de uma Política Nacional de Cuidados.

A secretária nacional das Mulheres da CTB, Kátia Branco, enfatizou a importância da mobilização contínua.

“Os números do feminicídio são alarmantes e exigem ação permanente. O movimento sindical tem papel estratégico na conscientização, na pressão por políticas públicas eficazes e na organização da base para enfrentar as desigualdades que atingem as mulheres”, afirmou.

Para o SINTECT-SP, o Março Mulher não é apenas um período simbólico, mas parte de uma luta permanente. Combater a violência, enfrentar a precarização — como a escala 6×1 e a pejotização — e defender direitos e soberania nacional são compromissos que caminham juntos na construção de uma sociedade mais justa e sem violência contra as mulheres.

Compartilhe agora com seus amigos