PERSEGUIÇÃO NOS CORREIOS: GESTÃO DO CDD VILA OLÍMPIA VOLTA A MIRAR DELEGADO SINDICAL EM MEIO A DENÚNCIAS E EMPRESA SEGUE SEM AGIR
Notícia publicada dia 22/05/2026 13:59
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O clima voltou a ficar tenso no CDD Vila Olímpia, após mais um episódio envolvendo o delegado sindical da unidade. Reeleito legitimamente pelos trabalhadores para representar a categoria, o empregado voltou a ser alvo da gestão local ao receber um Termo de Informação relacionado a entregas não efetuadas — situação que, segundo o SINTECT-SP, foi causada pela própria sobrecarga operacional imposta pela gestão.

O SINTECT-SP denuncia que não se trata de um caso isolado. Segundo o Sindicato, há fortes indícios de perseguição institucional contra o delegado sindical da unidade, que já teria sido alvo de outras situações semelhantes anteriormente.
A perseguição ao delegado sindical do CDD Vila Olímpia também representa um ataque direto à própria entidade sindical e à organização dos trabalhadores. O SINTECT-SP afirma que tentar intimidar ou pressionar um representante legitimamente eleito pela categoria significa atacar o próprio sindicato, que segue firme na luta em defesa dos ecetistas e no combate a práticas de assédio, perseguição e pressão dentro das unidades dos Correios.
O caso causa ainda mais revolta porque a GERAE, a GEDIS e a SGREO já possuem conhecimento dos problemas enfrentados no CDD Vila Olímpia. Reuniões já foram realizadas com setores da direção dos Correios para debater a situação e buscar soluções para o excesso de pressão operacional e conflitos internos. Mesmo assim, nenhuma medida efetiva teria sido adotada até agora.
Segundo a defesa apresentada pelo delegado sindical, no dia questionado houve uma elevada quantidade de pontos de entrega em relação ao tempo disponível para execução da distribuição. O trabalhador afirmou que retornou à unidade, já após o encerramento da jornada, sem tempo hábil para concluir procedimentos administrativos como TPC, baixa de objetos e carimbos de AR.
Ele também informou que priorizou entregas de SEDEX e telegramas seguindo orientação operacional reforçada anteriormente pela própria gestão da unidade.
Outro ponto que chamou atenção foi o fato de o Termo de Informação destacar e questionar a condição do empregado como delegado sindical. Isso ultrapassa uma simples apuração operacional e reforça os indícios de assédio.
Os registros operacionais via smartphone e SGPD, segundo o trabalhador, comprovam a execução regular do serviço e afastam qualquer tentativa de atribuir má-fé ao empregado.
Em pleno governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trabalhadores questionam como práticas que lembram perseguição sindical ainda persistem dentro dos Correios sem uma intervenção efetiva da direção da estatal.
Diante de mais esse episódio, o SINTECT-SP promete intensificar as cobranças e exigir providências imediatas da empresa contra o que considera uma perseguição sistemática ao delegado sindical do CDD Vila Olímpia e à própria organização sindical dos trabalhadores dos Correios.

